EUA ameaçam taxar produtos brasileiros em 25% após críticas ao Pix
O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) publicou um relatório na segunda-feira, 1º de junho, apontando supostas práticas desleais do Brasil no comércio internacional. O documento sugere a possibilidade de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, citando como um dos principais motivos a tecnologia do Pix.
A investigação, iniciada há um ano pelo governo de Donald Trump, argumenta que o sistema de pagamentos brasileiro prejudica empresas estadunidenses que atuam no mesmo setor, como Visa, MasterCard e WhatsApp Pay.
Argumentos contra o Pix
Segundo o USTR, o Banco Central do Brasil favorece o Pix ao exigir que instituições financeiras ofereçam o serviço gratuitamente e com destaque em seus aplicativos. O documento alega que o papel do Banco Central como regulador e operador do sistema gera um conflito de interesses.
A conselheira jurídica do órgão, Jennifer Thornton, afirma que as políticas brasileiras impõem custos aos provedores dos EUA, forçando-os a promover um concorrente local sem compensação.
Outros pontos de investigação
Além do Pix, o relatório questiona diversas áreas da política comercial e econômica brasileira. Entre os temas citados pelo governo americano estão:
Questões de comércio digital e decisões judiciais sobre mídias sociais.
Acordos tarifários preferenciais que o Brasil mantém com países como México e Índia.
Críticas sobre o combate à corrupção e à pirataria no território brasileiro.
Divergências sobre o acesso ao mercado de etanol e preocupações com o desmatamento ilegal.
Próximos passos
O governo brasileiro e as empresas interessadas têm até o dia 15 de julho para enviar suas manifestações sobre o conteúdo do relatório. Após esse prazo, os Estados Unidos poderão decidir se implementarão medidas corretivas contra o Brasil, o que poderia incluir a taxação de produtos nacionais em até 25%.
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