Vigilância Sanitária prepara incineração de canetas emagrecedoras e anabolizantes avaliados em mais de R$ 15 milhões
A Vigilância Sanitária Estadual de Mato Grosso do Sul prepara a incineração de aproximadamente uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares apreendidos em operações de fiscalização realizadas em diversas regiões do Estado. A carga, avaliada em mais de R$ 15 milhões, chegou a Dourados na tarde desta quarta-feira, 17 de junho, e deverá ser destruída nos próximos dias em local não divulgado pelas autoridades.
Mais de uma tonelada de produtos irregulares será destruída
O material apreendido é composto por medicamentos emagrecedores análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos utilizados para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira.
Segundo a Vigilância Sanitária Estadual, os produtos não possuem comprovação de procedência nem registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), condição obrigatória para comercialização legal no país.
Operações retiraram mais de 20 mil itens do mercado
As apreensões foram realizadas pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual durante ações de fiscalização em centros de distribuição dos Correios e transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul.
Desde fevereiro deste ano, as operações já resultaram na retirada de circulação de mais de 20 mil produtos irregulares. O volume total apreendido ultrapassa uma tonelada de mercadorias clandestinas.
De acordo com estimativas do órgão, o valor dos produtos apreendidos supera R$ 15 milhões.
Fronteira é uma das principais rotas de entrada
Conforme a Vigilância Sanitária Estadual, grande parte dos produtos apreendidos tem origem na região de fronteira, considerada uma das principais portas de entrada do comércio ilegal de medicamentos e substâncias sujeitas ao controle sanitário.
Durante as fiscalizações, foram identificados medicamentos pirateados, substâncias sem registro sanitário, produtos de origem desconhecida e mercadorias comercializadas fora dos canais autorizados.
As investigações também apontaram a venda desses itens por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais.
Autoridades alertam para riscos à saúde
A Vigilância Sanitária reforça que o consumo de medicamentos e substâncias sem registro ou procedência conhecida pode representar sérios riscos à saúde.
Entre os principais problemas identificados estão a ausência de controle sobre a composição e a dosagem dos produtos, além do risco de contaminação por substâncias desconhecidas.
Segundo o órgão, o uso dessas mercadorias pode causar danos ao fígado, rins e pâncreas, especialmente em casos de automedicação e utilização sem acompanhamento profissional.
Operação Visa Protege mantém fiscalização permanente
As apreensões fazem parte da Operação Visa Protege, que mantém ações permanentes de fiscalização em centros logísticos, transportadoras e pontos de distribuição de mercadorias provenientes da região de fronteira.
A iniciativa tem como objetivo combater a entrada e a comercialização de medicamentos clandestinos, produtos sem registro sanitário e substâncias comercializadas de forma irregular em Mato Grosso do Sul.
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