PF encontra 23 trabalhadores em situação análoga à escravidão e armas em fazenda de candidato de MS
A Polícia Federal (PF) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontraram 23 trabalhadores em situação análoga à escravidão durante uma operação realizada nesta quinta-feira, 17 de setembro, em uma fazenda localizada em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul. No mesmo local, foram apreendidas 14 armas de fogo de grosso calibre e munições.
A ação faz parte da Operação Sem Vínculo, que investiga suspeitas de trabalho ilegal e tráfico de pessoas para exploração de mão de obra.
A propriedade pertence a um empresário Carlos Bernardo que também é candidato a deputado federal pelo União Brasil.
Investigação apura condições de trabalho
Segundo a Polícia Federal, a investigação começou depois de denúncias sobre o recrutamento informal de trabalhadores estrangeiros para serem levados até a fazenda.
Conforme a apuração, os trabalhadores estariam em situação de vulnerabilidade. Entre as suspeitas investigadas estão a falta de registro trabalhista, possível retenção de pagamentos e restrições para que os trabalhadores deixassem a propriedade.
A nacionalidade dos trabalhadores não foi divulgada pelas autoridades.
A situação foi identificada durante o cumprimento das medidas da operação, que busca reunir provas sobre as suspeitas investigadas.
PF apreende 14 armas de grosso calibre
Durante as buscas na fazenda, os policiais também encontraram 14 armas de fogo de grosso calibre, além de munições.
Segundo a PF, parte das armas estava com a numeração raspada.
Imagens divulgadas pela operação mostram armas longas, carregadores, cartuchos, munições e dinheiro em espécie colocados no chão.
A Polícia Federal não informou o valor do dinheiro encontrado nem esclareceu se a quantia foi apreendida.
Também não foi divulgado quem seria o proprietário das armas, quem administrava a fazenda ou se houve prisão durante a operação.
Operação Sem Vínculo
A operação investiga possíveis crimes relacionados à exploração ilegal de trabalhadores e ao tráfico de pessoas.
As informações divulgadas até o momento são decorrentes da investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Eventuais responsabilidades individuais deverão ser definidas a partir da apuração das autoridades competentes.

