Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 2026
O mercado financeiro aumentou a previsão para a inflação oficial do país em 2026, passando de 5,04% para 5,09% ao ano. Os dados fazem parte do Boletim Focus, um documento divulgado nesta segunda-feira, 1º de junho, pelo Banco Central, que reúne as expectativas de diversas instituições financeiras sobre a economia.
Este é o décimo segundo aumento seguido na estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com essa mudança, a previsão fica acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%.
Entenda o impacto no seu bolso e as projeções para os próximos anos abaixo.
Causas da alta na inflação
O aumento na previsão da inflação acontece em um momento em que os preços dos combustíveis e dos alimentos pressionam o custo de vida. Especialistas apontam que a guerra no Oriente Médio tem gerado incertezas no mercado, dificultando o controle dos preços de produtos essenciais. O IPCA acumulado em 12 meses está em 4,39%, mantendo-se dentro do limite tolerado pelo governo, mas a tendência de alta acende um sinal de alerta para os próximos meses.
O papel da Taxa Selic
Para tentar controlar a inflação, o Banco Central utiliza a Taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia. Atualmente, a Selic está em 14,5% ao ano. Quando o Banco Central aumenta os juros, o objetivo é tornar o crédito mais caro, o que diminui o consumo e ajuda a frear a alta dos preços. Por outro lado, juros altos dificultam o crescimento da economia.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nos dias 16 e 17 de junho para decidir os próximos passos sobre a taxa de juros. Para o final de 2026, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica permaneça em 13,25% ao ano.
Siga nosso Instagram!
