Paranaíba registra chuva 46% abaixo da média na primeira quinzena de outubro
Paranaíba registrou volume de chuva 46% abaixo da média histórica na primeira quinzena de outubro de 2026. Os dados consolidados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS) mostram que o município esteve entre as poucas localidades do estado que não atingiram o volume de precipitação esperado para o período.
Enquanto Paranaíba enfrentou um cenário de tempo mais seco, 85% dos municípios de Mato Grosso do Sul registraram chuvas acima da média prevista para o mês inteiro em apenas 15 dias.
Paranaíba teve chuva abaixo da média em outubro
O déficit de chuva em Paranaíba chegou a 46% entre os dias 1º e 15 de outubro. Isso significa que o volume de água registrado ficou bem abaixo do esperado para essa época do ano.
Segundo os dados apresentados, a situação também foi observada em outras localidades do estado. Sonora registrou um volume 34% abaixo da média histórica, seguida por Porto Murtinho, com déficit de 21%, e Camapuã, com 15%.
Ao todo, apenas dez pontos de monitoramento de Mato Grosso do Sul não alcançaram a média histórica de chuva no período, incluindo Paranaíba.
Tempo seco aumenta preocupação com incêndios
A falta de chuva pode reduzir a umidade do solo e favorecer o aumento do risco de incêndios florestais. Por isso, a região norte e nordeste de Mato Grosso do Sul exige atenção diante das condições de tempo seco apontadas no levantamento.
O cenário contrasta com o observado em grande parte do estado, onde o excesso de precipitação elevou a preocupação com o aumento do nível dos rios, alagamentos e possíveis enchentes.
Chuva supera a média em 85% de Mato Grosso do Sul
De acordo com os dados divulgados, 85% dos municípios sul-mato-grossenses receberam, na primeira quinzena de outubro, um volume de chuva superior à média esperada para todo o mês.
Entre os maiores acumulados registrados de 1º a 15 de outubro estão:
Paraíso das Águas: 294,6 milímetros;
Dourados: 290,4 milímetros;
Amambai: 281,6 milímetros;
Maracaju: 281,2 milímetros;
Campo Grande: 272,8 milímetros.
Na capital, o volume ficou 81% acima da média histórica para o período considerado no levantamento.
Corumbá também se destacou pelo excesso de chuva, com um volume 154% acima da média histórica, o maior desvio percentual informado entre as localidades citadas.
Fenômeno climático é apontado como fator de influência
Conforme as informações fornecidas com base no monitoramento climático, a atuação do fenômeno El Niño contribuiu para intensificar os temporais em partes de Mato Grosso do Sul.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões.
Apesar do volume elevado registrado em grande parte do estado, Paranaíba apresentou comportamento diferente, com chuva abaixo da média histórica durante a primeira metade de outubro.
Os dados mostram a diferença na distribuição das chuvas em Mato Grosso do Sul, com algumas localidades enfrentando excesso de precipitação e outras permanecendo com acumulados inferiores ao esperado.

