Notícia atualizada: Dois suspeitos morrem em confronto com a PM durante ‘tribunal do crime’ em Paranaíba
Uma operação conjunta da Força Tática e da Radiopatrulha da Polícia Militar interrompeu, na madrugada desta quarta-feira 19 de agosto, uma sessão de “tribunal do crime” em Paranaíba, segundo informações registradas no boletim de ocorrência. Dois suspeitos morreram após, conforme o documento policial, apontarem armas contra os militares durante as diligências.
A ocorrência começou após a Polícia Militar receber uma denúncia anônima de que uma pessoa estaria sendo mantida em cárcere privado e sofrendo tortura física e psicológica em um imóvel na cidade.
Tribunal do crime em Paranaíba é interrompido pela Polícia Militar
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais chegaram ao endereço e ordenaram que os ocupantes deixassem a residência. Nesse momento, um rapaz correu em direção à equipe e pediu socorro.
Os militares entraram no imóvel e encontraram uma mulher grávida de oito meses e um adolescente de 13 anos, que estavam no local durante a sessão de tortura. Os dois foram encaminhados ao Conselho Tutelar e para avaliação médica.
A vítima contou aos policiais que foi atraída até a residência por volta das 19h de terça-feira, 18 de agosto, por um homem identificado como Robert. De acordo com o relato, o celular da vítima foi confiscado e ela passou a ser interrogada sob a suspeita de pertencer à facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Vítima relata agressões e ameaças de morte
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a vítima sofreu agressões com socos na cabeça, no tórax e nas costas.
O rapaz também relatou ter recebido ameaças de morte contra ele e familiares durante aproximadamente três horas. Ele apresentava lesões visíveis na cabeça e nas costas.
Segundo o relato registrado pela polícia, os suspeitos mantinham uma videochamada com outros seis integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que estariam no estado de São Paulo. A chamada seria usada para discutir o que seria feito com a vítima.
Dois suspeitos morrem após confronto com policiais
Enquanto os policiais realizavam a intervenção, três suspeitos fugiram pulando o muro da residência. As equipes fizeram um cerco nos imóveis vizinhos para tentar localizar os envolvidos.
Um dos suspeitos foi identificado como Uilian Diones, conhecido pelo apelido de “Cicatriz”. Segundo o boletim de ocorrência, ele apontou uma pistola calibre 9 milímetros para os policiais.
A equipe efetuou disparos para conter o suspeito. O Corpo de Bombeiros de Paranaíba foi acionado, mas Uilian não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Durante as buscas, outro envolvido foi localizado escondido atrás de uma cômoda em um imóvel na Rua Ivo Fabres de Queiroz.
De acordo com o boletim, quando percebeu a aproximação dos policiais, o homem também apontou uma arma contra a equipe. Ele foi baleado, socorrido e encaminhado ao hospital, mas morreu posteriormente.
O segundo suspeito foi identificado apenas como Robert.
Drogas, armas e celulares são apreendidos
Na residência onde a vítima era mantida, a Perícia Técnica e a Polícia Judiciária apreenderam porções de crack, três tabletes de maconha, duas balanças de precisão e materiais utilizados para fracionamento e embalagem de drogas.
Também foi recolhido um celular que, segundo a ocorrência, permanecia com a tela acesa e transmitindo uma videochamada coletiva durante a ação policial.
Outros três smartphones também foram apreendidos, além das armas de fogo que, conforme o boletim, foram utilizadas pelos suspeitos durante os confrontos.
Polícia procura terceiro envolvido
As equipes policiais continuam as diligências para localizar um terceiro suspeito que, segundo as informações registradas na ocorrência, teria participado das agressões contra a vítima e conseguiu fugir antes da chegada das guarnições.
A ocorrência segue sob investigação das autoridades responsáveis.
Atualização
Esta publicação é uma atualização da notícia divulgada anteriormente pelo InterativoMS e reúne novas informações sobre a ação policial, a identificação dos dois suspeitos mortos, as apreensões realizadas e as diligências para localizar o terceiro envolvido.

