Paranaíba, Mato Grosso do Sul, Brasil

Motorista rodou 670 Km com ônibus batido até ser parado pela PRF em Paranaíba

Motorista rodou 670 Km com ônibus batido até ser parado pela PRF em Paranaíba
Ad
Ouça a notícia

Um caso inusitado e perigoso chamou a atenção das autoridades e colocou em risco a segurança na BR-158. Em uma fiscalização de rotina realizada na terça-feira, 30 de dezembro, em Paranaíba, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou um condutor que percorreu uma distância impressionante de 670 km dirigindo um ônibus batido, sem para-brisa e utilizando apenas um capacete para proteção contra o vento e detritos.

A economia tentada pelo motorista resultou em um prejuízo pesado: o ônibus foi apreendido e as irregularidades somaram 07 autuações. Segundo a PRF, o valor total da multa chegou a aproximadamente R$ 3 mil.

O barato que saiu caro

O condutor, cuja identidade não foi revelada, relatou às autoridades que adquiriu o veículo em um leilão online na cidade de Jaciara (MT). O destino final seria Bauru (SP). Ao avaliar os custos, ele concluiu que o preço do guincho seria “alto demais” e que compensaria levar o ônibus batido rodando para realizar o conserto em sua cidade de origem.

O cálculo do motorista, no entanto, ignorou os custos legais e a segurança viária. Ao ser parado em Paranaíba, além de ter a viagem interrompida faltando ainda centenas de quilômetros para o destino, ele acumulou infrações gravíssimas.

Lista de infrações e valor das multas

A imprudência não se limitou às condições visíveis da lataria. A fiscalização detalhada da PRF revelou um cenário preocupante de descaso com as leis de trânsito. Foram identificadas sete infrações distintas, transformando a “economia” do guincho em uma dívida alta com o Estado.

As principais irregularidades que somaram cerca de R$ 3 mil em multas incluíram:

  •     CNH Vencida: O motorista estava com a habilitação expirada há mais de 30 dias;
  •     Exame Toxicológico: Fora do prazo de validade, impedindo o exercício profissional ao volante;
  •     Estado de conservação: Pneus desgastados (“carecas”), para-brisa quebrado, para-choque danificado e ausência de itens obrigatórios;
  •     Tacógrafo inoperante: O equipamento essencial para registro de velocidade e tempo de direção não funcionava.

De acordo com o Inspetor Fábio Sodré, da PRF, embora a compra de veículos sinistrados seja comum, “o problema foi a forma que ele resolveu transportar”. Todas as falhas apontadas são classificadas como gravíssimas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O veículo foi recolhido, e o motorista foi liberado após prestar depoimento e assinar os termos de autuação.

Siga nosso Instagram!

Pablo Nogueira

Jornalista, fotógrafo, editor chefe do portal InterativoMS e apaixonado por inovação e política.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.