Pré-Candidato a deputado federal, Sindoley Morais quer representar os 79 municípios de MS em Brasília

Pré-Candidato a deputado federal, Sindoley Morais quer representar os 79 municípios de MS em Brasília

Na manhã desta segunda-feira (25), Sindoley esteve em Campo Grande e fez uma visita à redação de Impacto. Durante a visita ele foi entrevistado no programa “A Bronca do Eli”. A entrevista foi transmitida ao vivo para as quatro emissoras que integram o Grupo Impacto de Comunicação. Confira a íntegra da entrevista.

ELI SOUSA – Concorrendo a deputado federal na eleição de 2018, Sindoley Morais chegou próximo dos 20 mil votos. Na época você tinha domicílio eleitoral em Dourados. Já em 2020 foi candidato a prefeito no município de Paranaíba lá no Bolsão e quase leva a eleição. Afina de contas, Sindoley Moraes é de Dourados, Paranaíba ou do Mato Grosso do Sul?

SINDOLEY MORAIS – Sou de Mato Grosso do Sul. Sou nascido e criado na cidade de Paranaíba. Minha família toda é de Paranaíba. Em 2011 eu tive a oportunidade de me tornar assessor. Já trabalhava com esse juiz em Paranaíba, na Vara de Execução Criminal e Penal e ele foi promovido para a Comarca de Dourados em julho de 2011. Foi assim que morei nove anos na cidade de Dourados e me tornei douradense de coração, paranaibense de nascimento. Filho de Paranaíba, para a vida toda. Mas meu coração também está em Dourados e em nosso Estado de Mato Grosso do Sul.

ELI SOUSA – Na última eleição você foi candidato a prefeito de Paranaíba, quantos votos você teve lá?

SINDOLEY MORAIS – A campanha para prefeito de Paranaíba é algo especial. Na verdade, por toda cidade que você passa no Estado, as pessoas falam ‘você não conhece a eleição para prefeito aqui na cidade’. Não tem diferença. Apenas como exemplo, eu deixei Dourados em novembro de 2019, mudei o meu título para Paranaíba, em janeiro de 2020 e tive uma missão difícil e árdua, fora, longe do grupo político da cidade. Eu tive que construir uma campanha eleitoral do zero. Eu tive que correr atrás de pessoas que nunca disputaram uma eleição e mostrar para elas qual era o verdadeiro sentido de disputar eleição e que era possível sair vitorioso. E uma coisa muito interessante que eu falava para as pessoas que nunca pensaram em entrar para a política foi: se você não se levantar, outras pessoas se levantarão e essas pessoas guiarão os seus próximos quatro anos. Não adianta você simplesmente reclamar se você tem capacidade para isso. E nós montamos um grupo coeso, uma chapa completa de 20 candidatos a vereadores e fomos para à luta. Fizemos uma campanha bonita, de chão, de relacionamento, disputamos com ex-deputado estadual Diogo Tita, que foi prefeito da cidade por três mandatos. O prefeito eleito perdeu as eleições de 2016 por 212 votos, para o prefeito Ronaldo que era do PSDB e naturalmente era um candidato forte para a disputa eleitoral. O avô desse prefeito foi vereador por inúmeros mandatos em Paranaíba. Sabemos de todos os ataques durante uma campanha eleitoral. Eu fiz uma escolha durante todo o período, não atacar nenhum, visto que na política, na minha visão, nós devemos ter a vertente voltada para o coletivo e não para o pessoal. Quando ataco o outro candidato, eu estou fazendo um projeto pessoal e não um projeto para a coletividade. Uma coisa muito bonita que eu gosto de falar durante as eleições, o maior problema da política, quando um candidato perde e ele tenta atrapalhar a gestão do outro, para que na próxima eleição ele venha forte. O tal do esperneio, exatamente, e eu procurei fazer algo diferente. Sabia que ganhar a eleição era possível e perder uma eleição também, pois só ganha quem disputa e só perde quem disputa uma eleição. Nós perdemos uma eleição e eu busquei fazer de tudo para continuar ajudando o município e assim eu faria, independente de quem fosse o candidato, mas foi um grande aprendizado, aprendi muito nessa disputa eleitoral de Paranaíba. Eu disputei três eleições: fui pra Dourados em 2011, em 2012 conheci a história política de Dourados. Eu me preparava para a magistratura e eu queria ser juiz de Direito. Mas em março de 2013 eu resolvi abandonar aquilo que eu queria e eu percebi que o meu sonho não estava na Magistratura e sim na política, visto que, na política a gente pode transformar vidas, para o bem ou para o mal. E eu quero usar a política para transformar vidas para o bem.

ELI SOUSA – Na última eleição você foi candidato a deputado federal, teve quase 20 mil votos numa campanha sem estrutura. Nesta eleição que se avizinha você sendo assessor parlamentar da senadora Soraya Thronicke acha que terá mais facilidade? A senadora tem emendas destinadas aos municípios onde estão suas principais bases eleitorais? Como está esta campanha?

SINDOLEY MORAIS – “Toda eleição é difícil. Nas eleições de 2018, eu tinha apenas três cidades que eu poderia bater na porta e tomar um café, que eram Dourados onde eu morava há 7 anos, Paranaíba que é a minha cidade natal, e a cidade de Cassilândia, onde tenho amigos e vínculos. Nas demais cidades eu praticamente não conhecia ninguém. Então, eu tive uma dificuldade imensa, eu fiz a minha eleição com o coração, tive a sorte de estar disputando uma eleição pelo PSL, o partido que teve uma explosão, onde o nome do presidente Jair Messias Bolsonaro fez com que muita gente quisesse me conhecer e conhecer quem é o Sindoley. Utilizei muito a rede social, me ajudou muito nas eleições 2018. Agora em 2020, a dificuldade que eu tive de chegar em uma casa pra tomar um café não foi tão grande, porque eu fui nos 79 municípios do Estado onde eu tenho a casa de um amigo, onde eu posso bater na porta e entrar pra tomar café. Na campanha a gente acaba dormindo na casa dos amigos e não precisa ir para um hotel. O trabalho ao lado da senadora Soraya Thronicke, o espaço que ela me deu no gabinete dela, a liberdade de trabalho, me possibilitou muito, e além da amizade com o presidente da União das Câmaras de Vereadores, Jeovanni Vieira. Estou sempre presente sempre na União, acompanhando os seminários dos vereadores que é de suma importância para o Estado. Nesses eventos os vereadores do interior vêm para Campo Grande, compartilham os projetos uns com os outros, os projetos que deram certo. Falam sobre os que deram errado, para que o outro possa pegar o projeto que deu certo e evitar o que deu errado. A UCVMS proporciona aos vereadores trabalhar em conjunto para que todos possam melhorar o Estado. Então, o espaço que a senadora Soraya e o presidente da União das Câmaras me deram, possibilitou o contato, atendendo os vereadores e levando os projetos para o Senado Federal, compreendendo o Estado em sua singularidade, através de cada colega que vem visitar a Capital”.

ELI SOUSA – Nas suas andanças pelo interior do Estado, qual é a reivindicação, qual é o sentimento da população principalmente do interior?

SINDOLEY MORAIS – “A reivindicação tanto do interior quanto da Capital não é diferente. Só mudam os nomes das cidades. Eu vejo que a cada dois anos nós temos a capacidade de mudar, de renovar, e isso gera esperança, realmente traz esperança para a vida de toda sociedade que vai querer que o gestor que entre faça diferente. A população tem esperança em melhor representatividade através dos parlamentares que vão assumir. E hoje, mais do que nunca, durante esse pós-pandemia – pandemia que veio e assolou todo mundo – é de retomada da economia, do desenvolvimento, da abertura de novas empresas, manutenção das empresas abertas as empresas que vem sofrendo dificuldades em razão do rastro que essa pandemia deixou. Algumas políticas que alguns políticos utilizaram, como o fecha tudo, me deixaram triste, porque são pessoas capacitadas, estudadas. Quem tem CNPJ recupera, mas que tem CPF não recupera. Eu concordo, só que um CNPJ fechado, pode destruir vários CPF’s, e aí eu vi uma guerra política em cima de uma doença, de um vírus que não conhecemos e que trouxe destruição. Muitas pessoas perderam suas vidas, muitas empresas fecharam, e aí vemos uma inflação muito alta. As pessoas sofrendo para manter os seus comércios abertos, sonhando por uma vida melhor. Então a política nos traz isso. Tenho observado no interior e na Capital que as pessoas sonham com uma redução tributária, mais espaço para o crescimento, para manter as suas empresas abertas. Também vemos as pessoas passando muitas necessidades até mesmo para se alimentar. Temos um compromisso extremamente difícil para quem vai ocupar a Presidência e aqui no nosso Estado uma missão muito difícil para o próximo governador. Mas eu vejo que é o momento de toda a sociedade abandonar as divergências políticas e olhar para o norte, o norte do reestabelecimento da economia e isso é o que temos buscado.

ELI SOUSA – O que você pensa em fazer pelo Estado de Mato Grosso do Sul chegando em Brasília?

SINDOLEY MORAIS – A minha família é da educação, sou filho de professora e as minhas tias são professoras. Eu vejo como advogado, como quem trabalhou como assessor de juiz, por oito anos. Eu sou um grande defensor da integração do Ensino Público. São diversos conhecimentos que temos que atrelar dentro disso. Eu trabalhei muito quando era criança, adolescente, com meus pais na roça, no sítio, meu pai que é um pequeno produtor rural. Então todo final de semana estávamos na roça trabalhando e durante a semana estávamos na cidade estudando. Sou muito grato à minha formação. E hoje eu vejo que as crianças e adolescentes não podem trabalhar e eu até entendo. Mas, tem que estudar. Só que o filho do rico sai da escola e vai para um cursinho, para a natação, pro futebol porque seus pais têm condições de pagar por isso. O filho do pobre, daquele que o trabalhador sai de casa as 7h da manhã e volta as 19h, esse vai para escola no período da manhã e no período da tarde ele fica no ócio. Eu vejo que o Estado, tem que dar todas as condições para o filho do pobre ocupar o contraturno escolar. Eu falo que é muito mais barato construir escolas e dar dignidade para essas crianças que serão os adultos de amanhã, do que o Estado construir cadeias, presídios, Uneis com a ideia de ressocializar. A Lei de Execução Penal é muito bonita. Quando você lê, mas não quando você traz para a prática. Então eu prefiro trabalhar na formação de pessoas, para transformar o mundo, invés de trabalhar com pessoas para ressocializar. Existem pessoas que realmente conseguem se ressocializar dentro da prisão. Mas, esse é um assunto muito extenso quando a gente traz para o debate. É muito mais barato o Estado fornecer café da manhã, almoço, lanche e uma pequena refeição quando a criança sai da escola no fim da tarde. Na escola, a criança aprende os conhecimentos normais e cursos técnicos. É muito vantajoso para o Estado, ter um trabalhador com 16 ou 17 anos no mercado de trabalho, do que ter um adolescente em busca de trabalho que não tem formação nenhuma. Eu não estudei, mas acho importante o OSPB – Organização Social da Política Brasileira -, EM C – Educação Moral e Cívica. Nós perdemos muito quando o Estado deixou de fornecer esse conhecimento para a nossa geração e isso é um grande prejuízo. Quando eu saio e vou conversar com adolescentes ou com pessoas da minha faixa etária, entre 39 e 40 anos, quando a gente conversa, as pessoas não entendem o que é a política e para que a política serve. Infelizmente podemos enxergar uma banalização deste meio e a política, na minha visão – e isto é bíblico também – é a arte de servir, de fazer o bem, de servir ao próximo, atender o mais necessitado e trabalhar para o desenvolvimento. Quando eu falo que a sociedade perdeu esses dados, quando a gente vai para uma faculdade, as faculdades também não ensinam isso e a política temos que aprender no dia a dia. Não é defender a bandeira da política, mas aprender a política de Estado.

ELI SOUSA – Você tem viajado o Mato Grosso do Sul inteiro acompanhando a pré-candidata ao Governo do Estado, deputada federal Rose Modesto e a senadora Soraya Thronicke. Como têm sido a aceitação da sua pré-candidatura e da Rose pelos municípios?

SINDOLEY MORAIS – A pré-candidata ao Governo do Estado, Rose Modesto, é uma pré-candidata muito leve. Eu vejo que a força feminina na política. Ela tem crescido e sua pré-candidatura em nosso Estado tem sido muito bem aceita por onde temos passado. Embora Mato Grosso do Sul tenha aquela mística de ser um Estado machista, o que eu tenho visto um é um Estado muito aberto, que aceita bem a candidatura feminina. Tanto é verdade que temos duas senadoras entre três cadeiras no Estado. Ou seja, na bancada do MS no Senado as mulheres são maioria. E temos uma deputada federal que foi ministra e hoje volta ao cargo e é pré-candidata ao Senado, que é a Tereza Cristina. Em síntese, a Rose ela é muito leve: onde a gente chega ela tem sido muito bem recepcionada pelas mulheres e pelos homens. Eu vejo com muito bons olhos essa pré-candidatura da Rose Modesto.

Fonte: Impacto+

Da redacao

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