Mulheres representam 25% do total de trabalhadores na indústria de MS

Mulheres representam 25% do total de trabalhadores na indústria de MS

Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na indústria, ambiente que tem se tornado aos poucos mais atrativo para as mulheres. De acordo com o Radar Industrial da FIEMS, atualmente, a mão de obra feminina representa 25% de todo contingente ocupado nas atividades industriais desenvolvidas em Mato Grosso do Sul. São mais de 34 mil mulheres diretamente empregadas na indústria estadual.

Nos últimos dez anos, as mulheres conquistaram aproximadamente 5 mil novas vagas na indústria. Nesse período, o total de mulheres ocupadas na indústria sul-mato-grossense aumentou 18%, enquanto a mão de obra masculina cresceu 11% na mesma comparação.

Apenas no segmento da mineração, houve um aumento significativo da participação feminina durante a última década. Elas eram 8% do total de trabalhadores e hoje representam 11% da força de trabalho. Em números absolutos, saíram de 155 trabalhadoras para mais de 300. Somente Corumbá representa 55% do total de mulheres trabalhando na mineração.

Um dos motivos para esse aumento da mão de obra no segmento é o curso de operadora de mina, oferecido pelo SENAI de Corumbá em parceria com a Vale exclusivamente par mulheres. Dentro da carga-horária de 258 horas, as alunas aprendem desde as competências nas operações de movimentação de produto em mina, até a segurança nas operações. Além disso, recebem treinamento específico na condução de caminhões.

Segundo a gerente do SENAI de Corumbá, Silvana Araújo de Barros, o curso é uma proposta inédita que tem como objetivo fortalecer a atuação das mulheres à frente de cargos operacionais dentro das indústrias. “Foi uma formação que trouxe oportunidade para alunas dentro de uma área de trabalho ainda pouco exercida por mulheres. Como foi um sucesso, ainda abriremos novas turmas em 2022”, afirma.

O gerente executivo da Vale em Corumbá, Romulo Rovetta, afirma que uma das propostas da empresa em relação à qualificação de mão de obra feminina é promover a inclusão e a diversidade. De acordo com ele, há pelo menos dois anos isso vem sendo trabalhado de maneira mais eficaz na empresa, especialmente em relação aos postos femininos.

“Hoje, temos mulheres liderando setores importantes e sentíamos falta de mais operadoras. As mulheres têm uma atuação muito eficiente nesse aspecto e o apoio do SENAI tem sido crucial. É uma parceria importante e a empresa faz questão de participar de todo o processo, desde a capacitação, o acompanhamento desse candidato até a contratação”, ressalta Rovetta.

Ainda segundo o gerente executivo, em 2019, a mineradora em Corumbá anunciou a meta de dobrar a representatividade de mulheres na força de trabalho até 2030, passando de 13% para 26%. E de aumentar a presença de mulheres em cargos de liderança sênior de 12% para 20%. No entanto, em 2022 as mulheres já representam 18,3% nas posições de liderança sênior e 18,1% do total da força de trabalho da Vale.

Além de 41% das contratações de 2021 deste ano terem sido de mulheres, outro avanço foi a redução em 48% da taxa de desligamento voluntário de mulheres entre dezembro de 2019 e junho de 2021. “Isso indica que estamos construindo um ambiente de trabalho melhor para as mulheres, com mais possibilidade de desenvolvimento aqui na região”, destaca Rovetta.   

De aluna a funcionária

Entre as formandas da primeira turma do curso de operadora de mina, oferecido pelo SENAI de Corumbá em parceria com a Vale, Gabriela Maria Silva é uma das que mais se destacou e, de quebra, garantiu uma colocação na mineradora na função de operadora de equipamentos pesados na área operacional.

Profissional, mãe, esposa e apaixonada pela vida, ela sempre sonhou em ser motorista de caminhão e viu a oportunidade aparecer com a formação. “Fui selecionada entre as 19 alunas que concluíram o curso e agora faço parte de uma empresa que acreditou em mim e em outras mulheres que também sonhavam em atuar nessa área. Me sinto muito feliz e realizada, honrada por fazer parte desta família. A cada dia cresço mais como profissional e como mulher guerreira que sou”, declara.

Com o lema “lugar de mulher é onde ela quiser”, Gabriela incentiva outras mulheres com seu exemplo, e complementa dizendo que vale a pena acreditar nos sonhos e lutar por cada um deles.

“Digo a todas as mulheres para nunca desistirem dos seus sonhos. Estudem, se qualifiquem e busquem o crescimento a cada dia. A mineração um tempo atrás era uma área onde havia mais homens e hoje é diferente, as mulheres também atuam e estão cada vez mais presentes na indústria, com seu trabalhado e dedicação reconhecidos e valorizados”, finaliza.

Fonte: FIEMS

Pablo Nogueira

Pablo Nogueira

Jornalista, fotógrafo, editor chefe do portal InterativoMS e apaixonado por inovação e política.

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