Maioria ainda não tem voto definido em MS

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TSE - Tribunal Superior Eleitoral Urna eletrônica

O ex-governador André Puccinelli (MDB) e o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), lideram a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul. A deputada federal Rose Modesto (União Brasil) caiu e empatou com o ex-secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel (PSDB), que está parado há três meses. Capitão Contar (PRTB) e Giselle Marques (PT) subiram, 42,2% do eleitorado ainda não tem candidato preferido em pesquisa espontânea.

A constatação é de pesquisa realizada entre os dias 31 de maio e 4 de junho deste ano pelo Instituto Ranking Brasil. Realizado com 3 mil eleitores em 30 municípios, o levantamento tem margem de erro de 1,8% e foi registrado na Justiça Eleitoral com os números BR—06808/2022 e MS-09658/2022. O instituto simulou quatro cenários na disputa estadual para considerar as articulações nos bastidores.

Na espontânea, quando o eleitor responde sem receber o disco com as opções, André lidera com 15,5%, empatado com Marquinhos, com 15,110%. Rose tem 10,80%, mesmo nível de Riedel, com 10,4%. O deputado estadual tem 4,50%, seguido por Giselle com 0,80%.

Neste quesito, André oscilou para baixo pela primeira vez desde abril, quando tinha 16,50%. Ele tinha mantido o índice no mês passado, com 16,60%. Marquinhos manteve o índice, já que estava com 15,20% em maio, após subir em relação a abril (10,20%).

Rose vem oscilando para baixo desde abril, quando tinha 13%. Ela passou para 12,3% no mês passado e agora, tem 10,80%. Esse movimentação levou a candidata do União Brasil a empatar com o tucano, que se manteve com 10,4%, contra 10% em maio. Ele parou de subir, já que tinha 8,1% em abril.

Fiel ao presidente Jair Bolsonaro (PL), Capitão Contar manteve o crescimento, já que tinha 1,1% em abril, passou para 2% no mês passado e, agora, está com 4,5%. Giselle passou de 0,5% para 0,8%.

No primeiro cenário estimulado, com todos os nomes, André tem 20,5%, contra 20,1% de Marquinhos. Eles são seguidos por Rose com 15,5%, Riedel com 15%, Contar com 6,3%, Giselle com 2% e pela candidata do PSOL, Luhhara Arguelho, com 0,60%. Indecisos, nulos e brancos somam 20%.

O emedebista oscilou para baixo pela primeira vez desde abril, quando tinha 21,10%. Em maio, ele tinha 21,2%. Marquinhos ficou estável, já que estava com 20% em maio. Ele tinha 15,3% em maio. O ex-prefeito e o ex-governador estão empatados.

O empate também ocorre entre a deputada federal e o candidato de Reinaldo Azambuja (PSDB). Só que Rose vem oscilando para baixo desde abril, quando tinha 18,4%. No mês passado, a ex-tucana tinha 17,30% e, agora, está com 15,5%. Riedel tinha 14,2% em abril e chegou a 15,5% em maio, variando para 15% neste mês.

Capitão Contar tinha 2,4% em abril, chegou a 4% no mês passado e agora tem 6,3%. A candidata do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou de 1,7% no mês passado para 2% neste mês. Ela tinha sido incluída no levantamento de abril.

O Ranking pesquisou um cenário em que o PT pode retirar a candidatura de Giselle para apoiar um dos candidatos mais competitivos. Em nível nacional, o partido espera repetir em MS a articulação feita em Minas Gerais, quando fechou acordo com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). Apesar de ser cobiçado pelos petistas, Marquinhos segue neutro na disputa presidencial.

Neste cenário, André e Marquinhos seguem na liderança, com 20,70% do emedebista e 20,3% do ex-prefeito. Rose tem 16,40%, empatada com Riedel, com 16%, enquanto Capitão Contar tem 6,4%. O ex-governador tinha 22% em abril. Rose tinha 20,1%. Riedel se mantém em 16% desde abril. O bolsonarista de raiz passou de 2,70% para 4,2% e agora tem 6,4%.

No terceiro cenário, considerando-se que Contar retire a candidatura para apoiar o tucano a pedido de Bolsonaro e da deputada federal Tereza Cristina (PP), André lidera com 22,50%, contra 22% de Marquinhos. Rose tem 17,60%, enquanto Riedel tem 17%.

Neste cenário, André ficou estável em relação ao mês de maio, quando tinha 22,40%, mas oscilou para baixo em relação aos meses de abril (23,40%) e fevereiro (25,20%). Marquinhos manteve a subida iniciada em fevereiro, quando tinha 18,4%, passando para 18,6% em abril, 21,30% em maio e, neste mês, 22%.

Rose tinha 20,3% há quatro meses e subiu para 21,30% em abril. No mês passado, ela caiu para 19,1% e, agora, para 17,60%. De acordo com o Ranking, o candidato do PSDB está estacionado em 17% desde abril. Em fevereiro, ele tinha 15,10%.

No cenário com três candidatos, apesar de Rose ter deixado claro que não vai aceitar a pressão para ser candidata a vice ou disputar o Senado. André tem 27,70%, Marquinhos 27,3% e Eduardo Riedel 21,50%. Em relação a abril, Puccinelli oscilou de 28,50% para 27,7%. Marquinhos subiu de 25,20%, enquanto o candidato governista caiu de 24,70% para 21,5%.

André é o mais rejeitado, com 24,50%. O emedebista viu o percentual de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum crescer, já que esse índice era de 21,1% em abril. Marquinhos conseguiu reduzir a rejeição no mesmo período, de 16,20% para 15,70%.

A rejeição em Contar subiu de 5,5% para 8,6%. Riedel é o menos rejeitado, com 3,5%. Rose tem a segunda menor rejeição, com 4,10%.

Até o momento, a disputa pelo Governo do Estado tem sido marcada pela realização de poucas pesquisas eleitorais. Enquanto para presidente da República é divulgada uma por dia, aqui em MS, tem sido, no máximo, duas por mês.

Fonte: Portal A Onça

Da redacao

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