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Família de transexual acusa pastora paranaibense de homofobia

Família de transexual acusa pastora paranaibense de homofobia
Prints de postagens e áudios foram usados como prova para registrar o boletim de ocorrências
Por: Renata Modesto Santos

 

Uma pastora paranaibense está sendo acusada por uma família de Franca, no interior de São Paulo, de homofobia e disseminação do ódio. Os familiares registraram boletim de ocorrência contra uma pastora de Paranaíba MS por homofobia e por disseminar o ódio. A pastora teria usado suas redes sociais para ofender uma mulher transexual.

Nas postagens, a pastora não cita nomes, mas áudios enviados pelo celular da vítima e mensagens pelo inbox, mostram que todas as postagens eram direcionadas a ela segundo a família. “Mesmo se eu soubesse que não eram para mim aquelas frases. Isso não importa. Uma mulher que prega a palavra de Deus, que se diz serva do Senhor, ao invés de pregar o amor, dissemina o ódio? Ela apagou muitas postagens, mas eu tenho print de tudo que ela disse”, disse Luan Santos, de 27 anos, transexual que adotou o nome de Luana.

Em uma das postagens, a pastora pede orações para a família da jovem trans, “Deve ser muito difícil para uma mãe que tem um filho que nasceu MACHO, parecido com o pai, ver ele sendo transformado pelo terrível espírito da pomba gira em prostituto”, em uma publicação.

Na sequência fez outras postagens já com ofensas as pessoas da família da vítima, que saíram em defesa dela. “Comentem bastante Fariseus assim da “hibope” (se referindo a Ibope)”, disse a evangélica, que não poupou críticas a ninguém. “Ela deu um jeito de falar mal de todos. Até da voz de uma prima que canta axé em eventos ela falou em tom de deboche. Mas o pior de tudo foi chamar minha mãe de prostituta. Minha mãe é pespontadeira. Levanta todos os dias as seis da manhã e só sai da máquina as cinco da tarde. Luta muito para viver”, disse Luana.

Segundo Luana, a pastora ainda continuou na rede social: “Não sou homofóbica, tenho inúmeros amigos gays crentes e não crentes. Agora, se sua família em boa parte vive no pecado não tenho culpa. Já pequei e peco, mas sigo Jesus. E olha, vou mais fundo. Amigado (amasiado) não entra no céu também não. Nem quem tem um homem ou uma mulher a cada dia”, disse.

A família da jovem disse que essas postagens são consideradas “leves” perto dos áudios com palavras de baixo calão proferidas pela suspeita.

“Nossa família está horrorizada com tudo isso. A opção sexual da minha filha diz respeito a apenas ela e mais ninguém. Ela é feliz, amada por todos da família e isso é o que importa. Essa pastora vai pagar as contas na Justiça e com Deus também por essa intolerância e por tantas ofensas”, disse Rosângela Modesto, mãe de Luana.


Pablo Nogueira

Pablo Nogueira

Jornalista, fotógrafo, editor chefe do portal InterativoMS e apaixonado por inovação e política.

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