Paranaíba, Mato Grosso do Sul, Brasil

Presidente da Câmara deixa para 2018 debate sobre cobrança de lixo em Paranaíba

Presidente da Câmara deixa para 2018 debate sobre cobrança de lixo em Paranaíba
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A última sessão do ano, na terça-feira (19), foi envolta na controvérsia sobre a taxação no recolhimento do lixo urbano de Paranaíba, a maioria dos discursos da noite mencionaram a cobrança que tem gerado debates acalorados na cidade.

 

O Executivo Municipal enviou um projeto em medida de urgência para a Casa Legislativa, que previa mudanças em relação ao projeto anterior de 2001, que prevê a possibilidade na cobrança do recolhimento do lixo urbano no município.

 

 

O presidente da casa Nelo José da silva, afirmou em tribuna que o projeto será apreciado apenas no próximo ano, e encaminhado para as comissões responsáveis. Nelo disse ainda ser contrário ao projeto.

 

 

 “Eu já falei hoje durante o dia, já tinha sinalizado para o prefeito, e hoje já falei nesse microfone e volto a repetir, eu sou contra esse projeto, o senhor prefeito que assumiu dado pela maioria dos eleitores que tem a responsabilidade de administrar esse município por quatro anos, ele tem uma lei que foi criada em 2001 para executar, fica a critério do senhor prefeito se ele quiser executar essa lei ele executa, se ele achar que é necessário e que convém, eu sou contra o projeto”, discursou o presidente.

 

 

O novo projeto

 

A Prefeitura de Paranaíba mostrou em reunião com representantes de entidades públicas, moradores e vereadores um projeto sobre mudanças na lei que regulamenta a cobrança da coleta do lixo na tarde de segunda-feira (18). Apesar de aprovado desde 2001 a cobrança nunca foi colocada em pratica no município.

 

 

A engenheira Fernanda Oliva, da empresa Demétre Engenharia, apresentou um estudo que mostra a falta de infraestrutura e do manejo de lixo, como determina a Política Nacional de Meio Ambiente.

 

A lei atual que regulamenta a coleta em Paranaíba não prevê que a taxa seja cobrada de acordo com o gasto de cada casa, que segundo o Executivo Municipal seria desigual para os moradores.

 

“Neste novo projeto, nossa principal preocupação foi fazer um levantamento que consistisse em cobrar de acordo com o que cada família gasta, pois se a cobrança for pegar o valor gasto e dividir por moradores acaba sendo injusto, pois há situações distintas”, afirmou a engenheira.

 

No novo projeto a cobrança será baseada no consumo de água e de energia elétrica por cada família por meio da metragem cúbica e da medição de quilowatts.

 

Cerca de mil famílias, com renda per capita de até R$ 83 por mês, ficariam isentas de pagar pelo serviço. Famílias inscritas no cadastro único do Governo Federal, ou com renda mensal inferior a meio salário mínimo, podem ser obrigadas a pagar a taxa mínima, de R$ 6,04. Cerca de 22 mil imóveis (20.570 residências, 988 lojas, 142 prédios públicos e 51 indústrias) devem custear o serviço.

 

O prefeito Ronaldo Miziara, afirmou que a intenção é evitar injustiças e que a cobrança é necessária. “Esse não é um problema somente de Paranaíba, mas de todas as cidades brasileiras. O município enfrenta uma demanda judicial há dez anos e precisamos resolver a situação dos lixões”, afirmou o mandatário.

Pablo Nogueira

Jornalista, fotógrafo, editor chefe do portal InterativoMS e apaixonado por inovação e política.

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