A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul efetuou a prisão preventiva de um pastor evangélico de 63 anos, suspeito de cometer o crime de estupro contra três netas de consideração, a prisão aconteceu na manhã de quinta-feira, 12 de fevereiro. A detenção ocorreu no bairro Vila Romana, em Campo Grande, local onde o investigado residia e mantinha um ponto de pregação religiosa.
Detalhes da prisão em Campo Grande
A operação foi realizada por uma equipe da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). O mandado de prisão foi expedido pelo Poder Judiciário após a autoridade policial reunir elementos suficientes que indicavam o risco da liberdade do suspeito para a ordem pública e a integridade das vítimas.
Durante a diligência na residência do investigado, os agentes apreenderam um aparelho celular. O dispositivo será encaminhado para análise pericial, visando identificar possíveis provas digitais que auxiliem na conclusão do inquérito.
Investigação e denúncias de estupro
As investigações apontam que o pastor era tratado pelas vítimas como “avô” ou “avôdrasto”, configurando uma relação de extrema confiança e autoridade familiar. De acordo com a Polícia Civil, três boletins de ocorrência distintos foram registrados contra ele entre o ano passado e o início de 2026.
As vítimas, que eram menores de idade na época dos abusos, relataram os episódios que levaram à abertura dos inquéritos. O fato de o suspeito utilizar o ambiente doméstico e sua posição como líder religioso para se aproximar das crianças é um dos agravantes analisados pela polícia.
Enquadramento jurídico e penalidades
O investigado foi encaminhado à sede da delegacia especializada e responderá com base no Artigo 217-A do Código Penal (estupro de vulnerável). Além da tipificação principal, o caso incide no Artigo 226, inciso II, que prevê o aumento da pena quando o crime é praticado por alguém que exerce autoridade familiar sobre a vítima.
Após os procedimentos de praxe, o homem foi conduzido ao sistema prisional de Mato Grosso do Sul. Ele permanecerá à disposição da Justiça enquanto o processo segue em segredo de justiça para preservar a identidade das menores envolvidas.
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