Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, um pastor de 35 anos foi formalmente denunciado pelo abuso sexual de uma adolescente de 15 anos. O boletim de ocorrência foi registrado no último dia 30 de janeiro pela vítima, que hoje tem 21 anos. Na ocasião, ela compareceu à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para relatar o crime ocorrido no passado e solicitar medidas protetivas de urgência contra o líder religioso.
O crime e a violação de confiança
De acordo com o depoimento prestado à polícia, o estupro aconteceu durante as férias escolares de 2019, enquanto a jovem estava hospedada na casa de um parente. No dia do crime, os familiares haviam saído, deixando a menina sozinha no imóvel.
O suspeito, valendo-se do forte vínculo de confiança que mantinha com o familiar da vítima e do seu livre acesso à residência por ser pastor, foi até o local procurando pelo morador. Mesmo após a adolescente informar que o parente não estava, o homem invadiu o imóvel. Segundo a denúncia, ele segurou a vítima com força, empurrou-a para um quarto, retirou suas roupas de forma violenta e cometeu o abuso.
Ameaças e impactos psicológicos
A vítima relatou aos investigadores que, após o estupro, o pastor deixou a casa, mas retornou logo em seguida para obrigá-la a tomar um comprimido, possivelmente a pílula do dia seguinte, numa tentativa de ocultar as provas do crime.
O caso tomou contornos ainda mais graves com as ameaças subsequentes. O líder religioso teria afirmado que mataria os familiares da menina caso ela revelasse o abuso. O medo constante e o silêncio forçado causaram traumas profundos na jovem, que desenvolveu problemas psicológicos ao longo dos anos. A vítima também informou à polícia ter conhecimento de outra denúncia de estupro envolvendo o mesmo suspeito.
Indícios de premeditação e falta de apoio familiar
A jovem acredita que o crime foi friamente premeditado. Momentos antes do ataque, o pastor havia conversado por telefone com o parente da menina, que o informou de que estava saindo e que a adolescente ficaria sozinha em casa.
Um dos agravantes emocionais para a vítima é a postura de sua própria família. Na delegacia, ela relatou que os familiares se recusaram a fornecer o endereço do pastor às autoridades por não acreditarem na sua versão dos fatos. Diante da vulnerabilidade e do risco, ela reiterou o pedido de medidas protetivas de urgência.
Nomeação recente para cargo público
Apesar da gravidade das acusações, a reportagem apurou que o pastor foi nomeado, em fevereiro de 2025, para o cargo de coordenador de um órgão púbico no município de Campo Grande. O caso segue sob investigação sigilosa da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que deverá apurar todas as denúncias e circunstâncias do crime.
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