Em um relato exclusivo ao InterativoMS, o engenheiro apontado como vítima de um furto de joias na cidade de Paranaíba decidiu quebrar o silêncio para apresentar a sua versão dos fatos. Segundo o profissional, a principal suspeita do crime, uma mulher de 30 anos, o teria dopado para conseguir subtrair os bens de valor.
O caso, que vem ganhando repercussão, revela um enredo complexo que envolve relacionamentos iniciados na internet, abordagens policiais em rodovias e um suposto histórico de estelionato.
O início do relacionamento e a suposta dopagem
De acordo com o relato do engenheiro, ele e a suspeita se conheceram por meio da internet no dia 24 de janeiro. O relacionamento evoluiu rápido, levando os dois a passarem 12 dias juntos pessoalmente. Foi durante esse período de convivência que, segundo a vítima, a mulher o teria dopado para realizar o furto.
O engenheiro afirma que registrou o boletim de ocorrência sobre o furto das joias assim que recuperou a consciência e teve condições legais de reportar o crime. Além disso, ele nega veementemente as acusações de ameaça e perseguição que a mulher registrou contra ele recentemente em uma delegacia da capital, Campo Grande.
Flagrante da PRF e versões contraditórias
A reportagem teve acesso exclusivo a uma cópia do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O documento detalha o momento em que a mulher foi interceptada e os bens foram localizados, evidenciando as explicações controversas dadas por ela aos agentes.
Segundo o registro policial, as joias furtadas em Paranaíba foram encontradas escondidas de maneira inusitada pelas autoridades. O boletim relata a dinâmica da abordagem e a mudança de versão da suspeita:
“Inicialmente, [a mulher afirmou] ser proprietária de todas as joias e semijoias localizadas no interior da meia, a qual se encontrava dentro de um tênis, acondicionado em uma mochila de cor marrom. Declarou, ainda, que tais objetos eram oriundos de herança familiar e que permaneciam em sua família há bastante tempo. Segundo a Sra. [nome ocultado], as joias estavam ocultas dessa forma por receio de ser vítima de furto ou roubo, embora estivesse utilizando outras peças — uma pulseira e um anel de formatura — no momento da abordagem. POSTERIORMENTE, ao ser questionada acerca do Boletim de Ocorrência nº 426, a Sra. [nome ocultado] alterou sua versão, passando a afirmar que os dois colares com figuras religiosas pertenciam ao seu namorado, [nome ocultado] e que os havia recebido dele como presente, sustentando, contudo, que as duas pulseiras sempre foram de sua propriedade.”
Histórico judicial e alerta de novos golpes
Para a vítima, este episódio em Paranaíba não se trata de um caso isolado. O engenheiro relatou que, após investigar o passado da mulher com quem se envolveu, descobriu que ela responde a diversos processos judiciais em andamento na cidade de Dourados.
Segundo ele, a suspeita já possui histórico de acusações por aplicação de golpes financeiros que lesaram tanto empresas quanto pessoas físicas. As autoridades locais devem seguir com as investigações para cruzar as informações do flagrante da PRF, a fim de esclarecer a totalidade dos fatos.
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