Uma empresária de 31 anos procurou a Polícia Civil em Três Lagoas para registrar um boletim de ocorrência contra um professor de educação física. O caso, que começou com mensagens abusivas e de importunação sexual em uma rede social, evoluiu para graves ameaças à integridade física da vítima. Após a formalização da denúncia, a mulher compartilhou sua experiência na internet, o que encorajou dezenas de outras mulheres a relatarem abusos semelhantes cometidos pelo mesmo homem em diferentes cidades da região.
Abordagem nas redes sociais e importunação sexual
De acordo com o registro policial, a vítima e o suspeito não se conhecem pessoalmente e nunca tiveram qualquer tipo de relacionamento. O contato teve início nos primeiros dias de fevereiro, quando o homem começou a seguir a empresária no Instagram. Em seu perfil, ele se apresenta como professor de educação física, exibindo um registro profissional e citando escolas nas quais supostamente atua.
O que começou como uma conversa casual rapidamente tomou um tom invasivo e desrespeitoso. Segundo a denúncia, o suspeito passou a insistir para que os dois saíssem. Diante do incômodo e da recusa da vítima, o homem intensificou as investidas com comentários de cunho sexual e ofensivo.
O boletim de ocorrência detalha que o agressor fez afirmações como “eu sou homem, faço gostoso, sou bonito, então relaxa”, além de oferecer levá-la a um motel. Mesmo recebendo negativas claras da empresária, o suspeito proferiu ofensas, questionando se ela “era da zona” ou “garota de programa”, e afirmou que não aceitava ser rejeitado.
Ameaças e intimidação após exposição do caso
Sentindo-se acuada, a empresária utilizou os “Stories” do seu Instagram para desabafar sobre a importunação sexual que estava sofrendo por parte do professor de educação física, sem, no entanto, citar o nome ou o perfil do agressor.
A publicação foi o suficiente para gerar uma retaliação. No dia seguinte, o suspeito ligou para a vítima exigindo que a postagem fosse apagada. Durante a ligação, ele proferiu diversas ameaças, afirmando que a colocaria na cadeia e que usaria a influência de um familiar, supostamente promotor de justiça, para prejudicá-la.
A intimidação escalou para o risco à segurança física da mulher, com o suspeito declarando em tom ameaçador: “a coisa mais fácil é te achar, você vai ver”. Abalada e temendo por sua vida, a vítima buscou as autoridades.
Novas denúncias e vítimas menores de idade
A coragem da empresária em expor a situação revelou um padrão de comportamento assustador. Após a publicação e a formalização da denúncia, ela recebeu dezenas de mensagens de outras mulheres relatando terem sido vítimas do mesmo professor.
Os relatos abrangem casos nas cidades de Paranaíba, Inocência e Três Lagoas, e incluem acusações graves envolvendo até mesmo vítimas menores de idade. Além disso, uma amiga próxima à empresária também confirmou estar sofrendo importunação pelo mesmo indivíduo, que já havia tentado contato com outras conhecidas do círculo social da vítima.
A Polícia Civil agora investiga o caso. Autoridades reforçam a importância de que vítimas de importunação sexual procurem a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência.
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