O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, convocou em caráter de urgência uma reunião com os demais integrantes da Corte para esta tarde. O objetivo central do encontro é analisar o relatório da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações do Caso Master, que traz menções diretas ao ministro Dias Toffoli.
A reunião está agendada para as 16h, na sala da presidência do STF. O encontro ocorre em um momento de pressão sobre a cúpula do Judiciário, após novos elementos surgirem a partir de perícias em dispositivos eletrônicos apreendidos.
O Relatório da Polícia Federal e a Menção a Toffoli
Na última segunda-feira, 09 de fevereiro, a Polícia Federal entregou ao presidente do Supremo um documento detalhando achados de uma investigação que corre sob sigilo. Segundo a PF, o nome do ministro Dias Toffoli foi citado em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O aparelho foi apreendido durante uma operação de busca e apreensão. O conteúdo exato das mensagens ainda não foi divulgado oficialmente devido ao segredo de Justiça, mas foi o suficiente para que Edson Fachin abrisse um processo interno para apurar a conduta e a viabilidade da permanência de Toffoli em processos relacionados ao banco.
Defesa e o Conflito de Interesses no Resort Tayayá
O ministro Dias Toffoli já apresentou sua defesa prévia ao presidente da Corte. Além disso, emitiu uma nota oficial à imprensa confirmando ser sócio do resort Tayayá, localizado no Paraná. A controvérsia reside no fato de que um fundo de investimento ligado ao Banco Master adquiriu participação no empreendimento, que pertencia a familiares do ministro.
Toffoli nega veementemente qualquer irregularidade ou o recebimento de valores por parte de Daniel Vorcaro. No entanto, a relatoria do caso tem sido alvo de críticas por parte de setores jurídicos e da opinião pública, que questionam a imparcialidade do magistrado diante das conexões comerciais entre seus familiares e o grupo investigado.
Próximos Passos e a Decisão de Edson Fachin
Durante a reunião desta tarde, Fachin deve compartilhar com os ministros o teor do relatório da PF e os argumentos apresentados pela defesa de Toffoli. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também já foi formalmente notificado sobre o material e acompanha o desenrolar do caso.
A decisão final sobre a manutenção de Toffoli como relator das investigações do Banco Master cabe exclusivamente ao presidente do STF. Caso Fachin entenda que há elementos que configurem impedimento ou suspeição, um novo relator poderá ser designado, alterando o rumo das investigações que envolvem o sistema financeiro e possíveis influências no Judiciário.
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