A Justiça decidiu que o ex-prefeito Alcides Bernal continuará preso. Durante a audiência de custódia, o juiz decretou a prisão preventiva de Bernal, na manhã desta quarta-feira, 25 de março. Isso significa que ele ficará na cadeia por tempo indeterminado enquanto o processo continua.
Ele é o principal suspeito do assassinato do servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O crime aconteceu em Campo Grande, por causa de uma briga judicial envolvendo a casa onde Bernal morava.
Comportamento de deboche diante do juiz
A audiência durou cerca de uma hora e foi marcada por momentos de tensão. Pessoas que acompanharam o caso informaram que Bernal estava trêmulo, mas agia de forma desrespeitosa.
Enquanto o magistrado explicava os motivos da prisão, o ex-prefeito balançava a cabeça em tom de deboche. O juiz rebateu as atitudes de Bernal e deu uma explicação detalhada sobre as leis, o que foi visto como uma “aula de direito” para os advogados de defesa.
Como aconteceu o crime
O servidor Roberto Carlos Mazzini foi morto com dois tiros: um atingiu as costas e o outro o abdômen. O crime ocorreu na Rua Antônio Maria Coelho.
Em seu depoimento na delegacia, Bernal afirmou que não teve a intenção de matar. Ele disse que se sentiu acuado e que tudo aconteceu muito rápido. Segundo a versão do ex-prefeito, ele queria apenas acertar a perna da vítima para se defender, pois acreditava que sua casa estava sendo invadida.
O depoimento do chaveiro
Uma testemunha importante, um chaveiro que estava no local, contou uma versão diferente à polícia. Ele relatou que Bernal chegou ao local armado e já começou a xingar a vítima com palavrões.
De acordo com o chaveiro, Roberto Carlos Mazzini não teve nem tempo de explicar o que estava fazendo ali. Bernal teria atirado imediatamente. Logo depois, o ex-prefeito mandou o chaveiro se deitar de bruços no chão e continuou fazendo ameaças, dizendo que daria mais tiros. O trabalhador conseguiu fugir e chamar a polícia.
Briga por causa da casa
Bernal alegou que não sabia que sua casa tinha sido leiloada e vendida. Ele afirmou que tinha uma ação na Justiça contra o banco e que não foi avisado sobre a perda do imóvel. Ele disse que, ao chegar em casa e ver pessoas no local, achou que eram ladrões, pois a residência já havia sido arrombada outras vezes. A arma usada no crime tinha registro desde 2013.
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