Vítimas de estelionato perdem mais de R$ 100 mil em Paranaíba

delegacia de Polícia civil de Paranaíba
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Três casos de estelionato em Paranaíba foram registrados na Polícia Civil e revelam um prejuízo total de R$ 113.300 às vítimas. Os golpes envolveram falsa central bancária, venda fraudulenta de veículo e extorsão mediante ameaça virtual.

As ocorrências acendem um alerta para a população sobre novas modalidades criminosas que utilizam engenharia social, manipulação psicológica e uso indevido de identidade institucional.

Golpe da falsa funcionária de banco causou maior prejuízo

Uma servidora pública, de 53 anos, moradora da região central de Paranaíba, relatou ter recebido ligação de uma suposta atendente do Banco do Brasil informando que sua conta havia sido invadida.

Durante videoconferência, os golpistas simularam atuação conjunta com a Polícia Civil, orientando a vítima a realizar transferências e confirmar movimentações sob o argumento de que estariam “monitorando a quadrilha”.

Os criminosos induziram aumento de limite bancário e realizaram transações indevidas, incluindo compras de alto valor e transferências via TED e PIX. Parte das operações foi bloqueada por insuficiência de saldo, mas houve prejuízo confirmado de R$ 73.300.

Segundo o boletim, a vítima não forneceu senhas, mas estava com aplicativos bancários abertos durante a chamada, o que pode ter permitido captura de dados.

Falso anúncio de veículo faz vítimas perderem R$ 35 mil

Outro caso envolve um motorista de 38 anos que negociava a compra de um veículo anunciado em Rio Verde (GO). O golpe ocorreu após criminosos clonarem o aplicativo de mensagens do cunhado da vítima, enviando áudios e mensagens com voz semelhante à original.

Convencido da veracidade da negociação, o comprador e um familiar realizaram transferências via PIX e TED totalizando R$ 35 mil.

O suspeito afirmava estar em cartório aguardando apenas a compensação do valor para concluir a documentação do veículo. A fraude foi descoberta quando o verdadeiro parente entrou em contato posteriormente, sem conhecimento da negociação.

Golpe com ameaça de prisão gera perda de R$ 15 mil

O terceiro registro envolve um motorista de ônibus, de 61 anos, morador da zona rural, que recebeu imagens íntimas enviadas por uma desconhecida. Em seguida, outro contato se apresentou falsamente como delegado de polícia do Rio Grande do Sul, alegando investigação por pornografia infantil.

O criminoso enviou documento falso de prisão preventiva e exigiu transferências via PIX para evitar suposta detenção e exposição pública.

A vítima, temendo prisão, transferiu cerca de R$ 15 mil. O pagamento adicional exigido posteriormente não foi realizado após orientação jurídica, quando descobriu tratar-se de golpe.

Alerta para sinais de estelionato

  • Bancos não solicitam transferências para “proteger valores”;
  • Autoridades policiais não exigem pagamentos para evitar prisão;
  • Sempre é necessário confirmar anúncios de veículos presencialmente e por canais oficiais;
  • Não se deve manter aplicativos bancários abertos durante chamadas com desconhecidos.

Casos de estelionato em Paranaíba devem ser registrados imediatamente para possibilitar investigação e eventual bloqueio de valores.

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Jornalista, fotógrafo, editor chefe do portal InterativoMS e apaixonado por inovação e política.

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