Paranaíba, Mato Grosso do Sul, Brasil

Polícia Federal realiza operação em Paranaíba contra cigarros eletrônicos

Pablo Nogueira 12 de março de 2026
Polícia Federal em Paranaíba-MS
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A Polícia Federal (PF) de Jales (SP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 12 de março, uma grande ofensiva contra o comércio ilegal de dispositivos de fumo. A ação resultou na apreensão de uma vasta quantidade de cigarros eletrônicos e materiais correlatos nas cidades de Santa Fé do Sul (SP) e Paranaíba (MS).

Ao todo, os agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça Federal de São José do Rio Preto, com o objetivo de desarticular o contrabando na região. Os nomes dos envolvidos e empresas não foram divulgados.

Como funcionou a Operação HIT

Batizada de Operação HIT, a mobilização policial teve como alvo principal endereços ligados à distribuição e venda clandestina desses produtos. Três dos mandados foram executados no município paulista de Santa Fé do Sul, sendo um em uma residência e dois em estabelecimentos comerciais.

O quarto mandado levou a Polícia Federal em Paranaíba, cidade sul-mato-grossense, onde as buscas ocorreram em um imóvel residencial. Durante as diligências, as equipes apreenderam diversos dispositivos eletrônicos utilizados para fumar, popularmente conhecidos como vapes e pods. Além dos aparelhos, foram confiscados líquidos aromatizantes (essências) de origens nacional e estrangeira.

Reincidência e punição por contrabando

As investigações da Polícia Federal revelaram um detalhe que chamou a atenção das autoridades: o descaso com a lei por parte dos envolvidos. Segundo a inteligência da PF, um dos comerciantes de Santa Fé do Sul continuava a vender os cigarros eletrônicos clandestinamente, mesmo já tendo sido alvo de uma operação idêntica há três anos.

Agora, os responsáveis pelos estabelecimentos e imóveis investigados responderão criminalmente. Eles podem ser indiciados pelo crime de contrabando, cuja pena máxima prevista na legislação brasileira pode chegar a cinco anos de reclusão.

Cigarros eletrônicos são proibidos pela Anvisa

É importante ressaltar que a venda, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar (e seus acessórios) são terminantemente proibidas no Brasil, conforme resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Todo o material recolhido durante a Operação HIT foi levado para a sede da Polícia Federal em Jales, que continuará conduzindo o inquérito. Em seguida, as apreensões serão encaminhadas à Receita Federal para os procedimentos legais de destruição.

Os riscos à saúde e o apelo ao público jovem

Os cigarros eletrônicos funcionam por meio de baterias e são comercializados em diversos formatos, imitando cigarros convencionais, canetas ou até mesmo pen drives. A grande preocupação médica reside no fato de que esses aparelhos contêm aditivos químicos, substâncias tóxicas e altas doses de nicotina, uma droga altamente viciante, capaz de causar doenças respiratórias severas e até a morte.

A Polícia Federal alerta que, como não há autorização ou controle sanitário no país, muitos desses produtos são falsificados ou fabricados em laboratórios clandestinos. O consumidor nunca sabe exatamente quais ingredientes está inalando.

Além disso, as autoridades destacam que o comércio ilegal tem um alvo preferencial: a juventude. Os jovens são facilmente atraídos pelos sabores adocicados das essências, pelos designs modernos e pela falsa sensação de que os vapes são inofensivos, tornando a fiscalização e operações como a HIT fundamentais para a saúde pública.

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