Paranaíba, Mato Grosso do Sul, Brasil
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Namorado que matou subtenente da PM tinha mais de 20 passagens pela polícia

Pablo Nogueira 7 de abril de 2026
Gilberto Jarson preso
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O homem preso por matar a subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, já era conhecido pela polícia por ser muito violento. Gilberto Jarson, de 50 anos, foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira, 06 de abril, no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. O crime é tratado como feminicídio, que é quando uma mulher é morta apenas por ser mulher ou em situações de violência doméstica.

Um histórico de crimes e violência

Ao puxarem a ficha policial do suspeito, os policiais descobriram que Gilberto Jarson tem 20 passagens pela polícia. A maioria dos crimes cometidos por ele envolve ameaças e violência doméstica. Ele também já teve problemas com a justiça por participar de grupos criminosos.

Há dez anos, uma ex-namorada de Gilberto já dizia que ele era um homem perigoso. Em 2016, essa mulher procurou a delegacia para denunciá-lo. Naquela época, ela já tinha até uma medida protetiva (uma ordem da justiça para ele ficar longe), mas o agressor não respeitava a lei.

Agressão brutal no passado

A história de violência de Gilberto é antiga. Em um dos registros, a ex-companheira contou que estava indo para a igreja com o filho de 04 anos no colo quando encontrou Gilberto em um bar. Ele começou a gritar palavrões e jogar objetos nela.

Mesmo com a criança no colo, a mulher foi atacada com socos no rosto e na cabeça. O agressor chegou a usar um banco de madeira para bater na vítima, parando apenas quando viu que ela estava sangrando muito. Na época, ele fugiu dizendo que a mataria “de qualquer jeito”.

Como aconteceu o crime contra a subtenente Marlene

No dia do crime contra a subtenente Marlene de Brito Rodrigues, vizinhos ouviram barulhos de briga e, logo depois, um tiro. Um policial que mora perto da casa foi o primeiro a chegar. Ele pulou o muro e encontrou Gilberto com as mãos sujas de sangue e uma arma na mão.

Marlene ainda estava viva quando o socorro foi chamado, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e morreu. Vizinhos contaram que o casal brigava muito e que Marlene já tinha sido ouvida gritando por socorro em outros dias.

Mentiras e prisão

Na delegacia, Gilberto tentou enganar os policiais. Ele deu várias versões diferentes sobre o que aconteceu. Primeiro, disse que a subtenente queria tirar a própria vida, mas a polícia encontrou provas de que ele ligou para o advogado logo após o tiro, em vez de focar apenas no socorro médico.

O suspeito foi preso e o caso segue sendo investigado para garantir que ele responda por mais esse crime de violência contra a mulher.

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