Uma empresária de 30 anos, registrou um boletim de ocorrência no último domingo, 23 de fevereiro, revelando os bastidores de um caso que ganhou grande repercussão estadual. Acusada inicialmente de furto de joias em Paranaíba, a mulher agora denuncia o ex-namorado, de 33 anos, por agressões, ameaça, exposição difamatória nas redes sociais e perseguição.
O homem é apontado como o autor da denúncia que levou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) a abordar a empresária na BR-262. O caso, segue sob investigação da Polícia Civil.
De acordo com o relato da vítima, o relacionamento durou cerca de dois meses e terminou em fevereiro de 2026. Até então, o homem não havia demonstrado comportamento violento. O cenário mudou durante uma viagem no feriado de Carnaval.
No dia 13 de fevereiro, em Paranaíba, o suspeito apresentou crises de ciúme excessivo após consumir bebidas alcoólicas. No dia seguinte, durante uma festa em Votuporanga (SP), a situação se agravou: ele a acusou de dar atenção a outro homem, segurou seu braço com força e a arrastou, deixando hematomas. Assustada e após ser alvo de xingamentos, a empresária ligou para um amigo pedindo ajuda. O ex-namorado ouviu a ligação, intensificou as ofensas e, ao descobrir a intenção de término, a ameaçou dizendo: “Se você não for minha, não vai ser de mais ninguém”.
A acusação de furto e a abordagem da PRF
Na madrugada de 19 de fevereiro, na casa de uma tia do suspeito em Paranaíba, o homem acordou alegando que suas correntes de ouro haviam sumido. A empresária sugeriu registrar um boletim de ocorrência virtual, o que ele recusou, afirmando que resolveria “do jeito dele”.
Horas depois, ele solicitou um carro de aplicativo para que ela retornasse a Dourados e exigiu o compartilhamento de sua localização em tempo real. No trajeto, na altura de Água Clara (MS), o veículo foi interceptado pela PRF. A corporação havia recebido uma denúncia anônima, feita pelo próprio ex, segundo a vítima, acusando-a de furto. As joias foram encontradas na bagagem da mulher, que alega que os itens lhe pertenciam ou haviam sido dados como presentes pelo namorado. Ela foi conduzida à delegacia e o caso ganhou as manchetes.
Perseguição, exposição na internet e prejuízos
Após ser liberada em Água Clara, a empresária se hospedou em um hotel em Paranaíba. Monitorando a localização do celular da vítima, o ex-companheiro foi até o local durante a noite, enviou uma foto da fachada do estabelecimento e fez ligações intimidatórias. A Polícia Militar foi acionada, mas ele fugiu antes da chegada da viatura.
Além da perseguição física, a empresária relata uma perseguição virtual. O suspeito teria aproveitado a matéria divulgada pela PRF, que não citava o nome da suspeita, para expor a identidade da ex-namorada nos comentários. A falsa acusação circulou em grupos de WhatsApp e páginas de fofoca. Trabalhando como consultora de empresas, ela afirma estar sofrendo graves prejuízos financeiros e danos à sua reputação profissional devido à difamação.
Histórico criminal e medidas protetivas
O medo da vítima é agravado pelo extenso histórico criminal do ex-namorado. Os registros policiais do suspeito começam na adolescência. Em 2012, aos 19 anos, ele foi preso após manter a família de um pastor refém durante um roubo em Campo Grande, ocasião em que seu comparsa morreu em confronto com a polícia.
O homem acumula passagens por porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal, tráfico de drogas, furto qualificado e tentativa de homicídio. Devido ao perfil violento, a empresária manifestou o desejo de representar criminalmente contra ele e solicitou medidas protetivas de urgência para si e para seu filho de 09 anos. Ela também solicitou uma ordem judicial que o impeça de citar seu nome nas redes sociais.
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