Camioneiro finge sequestro e acaba preso por não pagar as ‘primas’ em Paranaíba
Um homem de 44 anos foi preso em flagrante na madrugada deste sábado, 24 de janeiro, em Paranaíba, no interior de Mato Grosso do Sul, após inventar um sequestro e ser flagrado dirigindo sob efeito de álcool. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-158, após denúncia de que um caminhoneiro estaria sendo mantido refém enquanto conduzia um conjunto de veículos de carga. Após análise detalhada, a PRF constatou inconsistências na narrativa. O histórico de rastreamento do caminhão não confirmou os locais e horários informados. Além disso, fragmentos de vidro foram encontrados em ponto diferente do relatado. Outro detalhe decisivo foi a chave Pix indicada para o suposto pagamento do resgate, que pertencia à proprietária de uma boate localizada às margens da BR-158.
Denúncia partiu da transportadora
De acordo com o boletim de ocorrência, por volta de 01h15, a PRF foi acionada após o proprietário da transportadora informar que o caminhão, monitorado por sistema de rastreamento, estaria sendo conduzido sob ameaça de sequestradores. A informação inicial indicava que criminosos exigiam pagamento para liberar o motorista.
Ferido dá entrada em serviço de atendimento
Durante as diligências, a PRF recebeu outra informação sobre uma possível tentativa de assalto com disparos de arma de fogo nas proximidades do km 100 da BR-158. Pouco depois, um homem com ferimentos na cabeça deu entrada no SAL (Serviço de Atendimento ao Usuário) da concessionária Way-112. No local, os policiais constataram que se tratava do próprio caminhoneiro.
Os agentes observaram sinais evidentes de embriaguez, como agitação, fala desconexa, olhos avermelhados e pupilas dilatadas.
Versão apresentada levantou suspeitas
Inicialmente, o motorista relatou que teria sido rendido por criminosos armados, obrigado a dirigir sob ameaça e que os sequestradores exigiram o pagamento de R$ 2,5 mil para sua libertação. Segundo ele, ao conseguir fugir, o caminhão teria sido alvo de disparos, ocasionando a quebra do vidro e ferimentos em sua cabeça.
Rastreamento e provas desmentem o sequestro
Após análise detalhada, a PRF constatou inconsistências na narrativa. O histórico de rastreamento do caminhão não confirmou os locais e horários informados. Além disso, fragmentos de vidro foram encontrados em ponto diferente do relatado. Outro detalhe decisivo foi a chave Pix indicada para o suposto pagamento do resgate, que pertencia à proprietária de uma boate localizada às margens da BR-158.
Confissão na delegacia
Conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Paranaíba, o homem confessou que inventou o sequestro. Segundo ele, os ferimentos e os danos ao veículo ocorreram após um desentendimento em uma boate, onde teria consumido R$ 2,5 mil e fugido sem pagar. Na saída, funcionários do estabelecimento teriam arremessado pedras contra o caminhão, atingindo o vidro e causando o ferimento.
O caminhoneiro foi autuado por falsa comunicação de crime, além de responder por dirigir sob efeito de álcool.
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