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Paranaíba - MS,

Policiais decidem sobre paralisação nesta semana

Governo do estado nega reajuste de 7% aos militares

Última Atualização: 29/8/2017 09:48:37




Policiais militares e bombeiros farão assembleia nesta terça-feira (29) para discutir proposta de reajuste feita pelo governo do Estado. O percentual de 7% solicitado pela categoria não foi aceito e a contraproposta ficou nos moldes iniciais. Nessa assembleia, os militares vão decidir se haverá aquartelamento na sexta-feira (1º).


Conforme o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de MS (ACS), Edmar Soares da Silva, proposta do governador Reinaldo Azambuja não é coerente com trabalho que a classe tem desempenhado.


“O governo não nos atendeu e está tratando os policiais e bombeiros com muita falta de respeito. Queremos tratamento igual ao que a Polícia Civil recebeu”, disse Edmar.


Reajuste salarial proposto pelo governo seria de 5,49% para soldados, 5,01% de cabos, 3,82% para terceiro-sargento, 3,69% segundo-sargento, 3,55% primeiro-sargento e 3,48% para subtenente. Oficiais seguiriam com o reajuste anteriormente proposto, de 2,94%.


A reunião será feita na sede da associação e se não for aprovado o reajuste ofertado, uma das vias é deliberar pelo aquartelamento, que é quando os militares de todas as patentes ficam no quartel, sem sair às ruas. "Se não ficarem satisfeitos (os militares), é o que vai acontecer", declarou Edmar.


HISTÓRICO


De acordo com nota divulgada pela ACS, o governo estadual, inicialmente, propôs reajuste zero, mas depois ofereceu 2,94%, proposta que foi recusada.
O último reajuste concedido aos policiais militares e bombeiros de Mato Grosso do Sul foi dado em dezembro de 2014.


O aumento foi resultado do aquartelamento feito em maio de 2013, que resultou em três reajustes no período de um ano e sete meses. Em 2015, o aumento não foi dado, pois de acordo com Governo, reposição havia sido “adiantada” pela gestão anterior.


No ano passado, um abono de R$ 200 foi dado a todos os servidores, além de correções nos quinquênios, sendo que o valor já foi prorrogado até 2018.


O Executivo, teria garantido a verticalização. Assim, até 2018, o salário de um soldado em início de carreira chegaria a 20% do que ganha um coronel. A promessa, porém, não foi cumprida.
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